Livros são escritos sobre a história

    O diretor da ESNAL [Escola Normal Alberto Luz], José Rafael Filho, de 69 anos, e o engenheiro agrimensor César Freitas Coutinho, de 45 anos, estão escrevendo livros sobre a história e personalidades de Jaicós.
    O livro “Getcoz – Peauhy” [Jaicós-Piauí] que esta sendo editado pelo professor José Rafael vai ter entre 200 e 300 páginas e vai resgatar a história dos primeiros habitantes até os dias atuais da sociedade jaicoense.
    Bem fundamentado no seu conteúdo a partir de pesquisas históricas e consultas a arquivos públicos espalhados pelo Brasil, o livro pretende provar que a primeira redução jesuíta do Nordeste aconteceu em Jaicós – fenômeno histórico.
“Onde existia índio era trazido para Jaicós como forma de preservação e de se catequizá-lo”, observou José Rafael. Para ele, a comunidade de Santana, no município, até hoje guarda traços de descendentes de índios.
    Uma compilação da história, “Getcoz – Peauhy” vai traçar perfis de personalidades que contribuíram para o desenvolvimento de Jaicós, do Piauí e do País. Segundo o autor, o livro será lançado no aniversário de 171 anos do Município, em 21 de fevereiro de 2005.
    O livro do engenheiro agrimensor César Coutinho retratará sobre a questão política-religiosa de Jaicós, como prioridade. Objeto de pesquisa há dez anos por parte do autor, César quer mostrar que a Igreja Católica exerceu sobre a sociedade ao longo dos anos. César quer desmistificar as versões políticas que se atribuem à personalidade sobre determinados fatos. Pretende contar a História sob o ponto de vista de quem registrou e vivenciou – cruzando as fontes.
    O livro de César – ainda sem título – surgiu a partir de histórias que o avô, João Freitas Carvalho lhe contava na adolescência repassada pelos bisavôs João Fernandes Cavalcante Bessa [telegrafista, comerciante e fabricante de cerveja caseira] e Aristides Mendes de Carvalho [primeiro intendente – prefeito, coronel e advogado rábula] que exerceram forte influência na comunidade jaicoense ao longo dos séculos XVIII e XIX.
    César pretende com o livro iniciar um movimento pela criação de um Museu de Jaicós para preservação da memória da cidade, de seus habitantes e do patrimônio artístico-cultural ainda existente. César que faz trabalhos de restauração de peças antigas pretende dar essa contribuição à História e ao povo jaicoense.

 


FONTE: Folha de Picos - editores: Fábio Gonçalves, Orlando Berti, Deisy Fernanda